Minas Gerais fechou o ano de 2025 com um desempenho inédito no comércio exterior, ao registrar US$ 45,7 bilhões em exportações, o maior valor desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um avanço de 8,6% em relação ao ano anterior e consolidou o estado como o terceiro maior exportador do Brasil, com participação de 13% nas vendas externas nacionais.
O grande destaque do período foi a cidade de Varginha, que assumiu a liderança entre os exportadores mineiros. O município foi responsável por 7,9% de tudo o que Minas Gerais vendeu ao mercado internacional, superando tradicionais centros ligados à mineração. O desempenho colocou Varginha à frente de municípios como Araxá e Nova Lima, além de reforçar a força econômica do Sul de Minas.
Para o prefeito de Varginha Leonardo Ciacci, o resultado é fruto de uma construção coletiva e da vocação econômica do município. “Varginha mostrou ao Brasil e ao mundo a força do seu setor produtivo. Esse protagonismo é resultado do trabalho dos nossos empresários, do agronegócio forte, especialmente do café, e de políticas públicas que estimulam o desenvolvimento, a inovação e a geração de oportunidades”, destacou.
O excelente desempenho das exportações garantiu a Minas Gerais um superávit comercial de US$ 27,3 bilhões, o segundo maior do país. A pauta exportadora manteve-se diversificada, com liderança do minério de ferro, seguido pelo café — produto estratégico para Varginha e região — além de ouro, soja e ferroligas. Entre os destinos, países como Canadá, China, Reino Unido, Alemanha e Argentina ampliaram significativamente suas compras de produtos mineiros.
Além das exportações, o estado também registrou recorde no fluxo comercial total, que somou US$ 64 bilhões em 2025. As importações alcançaram US$ 18,3 bilhões, impulsionadas principalmente pela compra de automóveis, peças industriais e produtos imunológicos.